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16/11/2011
Bao é a bola da vez

A tecnologia e o surgimento de inovações sempre estiveram diretamente ligados ao desenvolvimento da sociedade e da economia. O setor de TI movimenta-se para criar facilidades e simplificar processos, dando o suporte necessário para melhorar negócios e o dia a dia de pessoas em todo o mundo.

A cada ano ouvimos falar de tendências e novas tecnologias – ou tecnologias antigas reformuladas e aprimoradas – que serão fundamentais para atender aos desafios de empresas, governos e sociedades em nível mundial. Hoje, esse grande desafio é a informação, ou melhor, como tratar a informação, obter ganhos e sugerir ações estratégicas a partir dela. E nesse cenário, a tecnologia de Business Analytis & Optimization (BAO) é a bola da vez.

Todos têm falado sobre BAO, BA, inteligência analítica, análise da informação etc. Independentemente do termo que escolhamos para descrever a tecnologia, o fato é que estamos presenciando uma mudança importante na sociedade. Além de pessoas coletando e gerando dados, estamos prestes a entrar em uma era em que tudo ao nosso redor será configurado para coletar e gerar informações. E essa avalanche de dados promoverá novas formas de se pensar sobre o mundo e exigirá novas tecnologias que coloquem a informação em ação.

Mas, afinal, como uma empresa pode desenvolver uma estratégia de inteligência analítica que atenda, de fato, às necessidades de negócios – presente e futuras?  Acredito que a grande lacuna na adoção de Analytics está no entendimento de como aplicar a tecnologia para melhorar os negócios.

Dessa forma, a implementação de BAO deve ter início com a detecção e a exploração dos problemas de negócios específicos, buscando explicações e determinando ações corretivas. Boas análises requerem boas informações, além de aspectos humanos e organizacionais que realmente ajam como diferencial em todo esse processo.

Para uma empresa que tenha o dado como matéria-prima, como, por exemplo, uma instituição financeira, é mais do que fundamental tratar a informação como ativo estratégico, promover a segurança desse dado, a unificação de conceitos e ter uma estrutura organizacional que cuide da qualidade e da confiabilidade do dado. E não basta utilizar a inteligência analítica apenas no processo de tomada de decisões. É preciso tornar os processos das empresas sensíveis a essas análises. É o que acontece, por exemplo, com uma seguradora quando ela passa a utilizar métricas para detecção de fraudes a partir da avaliação de modelos predefinidos de comportamentos com o intuito de melhorar o trabalho de investigação de sinistros. Nesse caso, a empresa não só está analisando os dados, mas tomando ações com base nesses dados.

Para exemplificar melhor como uma empresa pode se estruturar para desenvolver uma estratégia de BAO eficiente e efetiva, gosto de dividir o processo em três partes:

Gerenciamento dos dados – etapa na qual a empresa cria uma fundação sólida de informações, padroniza práticas de gestão de dados e torna a informação acessível e disponível em tempo real. Nesse momento, também é preciso que a empresa entenda as oportunidades que terá com a implementação de BAO e saiba onde quer chegar. Aqui entra uma série de ferramentas de TI, como hardwares, softwares e serviços de consultoria que serão responsáveis pela implementação de todo o processo.

Entendimento dos dados – com a infraestrutura montada, será preciso instituir uma disciplina analítica na empresa e desenvolver uma capacidade de investigação e exploração dos dados. Nessa etapa, entrarão em cena as práticas de advanced analytics, que aplicam métodos matemáticos e ferramentas de avaliação, que permitirão ir além do dado que está visível. Um trabalho de colaboração entre consultores e cientistas, como os do IBM Research, que desenvolveram no Centro de Operações do Rio de Janeiro um método de previsão de chuvas e enchentes, que emite sinais de alerta aos controladores do Centro. Esse é um momento fundamental na estratégia de BA.

Criar uma cultura organizacional voltada para a análise – aqui a empresa passa, de fato, a ter a informação como ativo estratégico de negócios. Sua estratégia e ações passam a ser orientadas pelos insights gerados a partir da análise das informações.

Quando os desafios de negócios passarem a ser enfrentados com o uso da inteligência analítica, as barreiras culturais e processuais serão quase que instantaneamente superadas, sendo possível à organização diferenciar-se e obter vantagem competitiva a partir da estratégia de business analytics.

CEO NBusiness, escrito por Eduardo Vilela

 

 

 

 

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